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O Projeto Cultural de Escola turma _OF_T01

Apresentação

O Plano Nacional das Artes (PNA) está a implementar uma estratégia de democracia cultural em que as escolas se assumem como polos culturais, promovendo uma transformação social através do poder educativo das artes e do património na vida dos cidadãos. Propõe-se a transformação de práticas educativas e defende-se a cultura como mediação e as artes como parte estruturante da vida. No eixo estratégico educação e acesso propõe-se um conjunto de medidas para as escolas que pressupõem a mobilização das comunidades num compromisso cultural que visa a aprendizagem significativa, dá-se prioridade às práticas artísticas inclusivas e colaborativas que privilegiam a escuta ativa, as múltiplas linguagens e expressões artísticas, contando com a participação de todos e reconhecendo as diversidades como fatores que estimulam a criatividade e a interculturalidade, facilitando uma gestão do currículo transdisciplinar e o desenvolvimento do PASEO. No âmbito do Eixo C da estratégia do PNA, o Programa Indisciplinar da Escola prevê que cada AE/ENA implemente um Projeto Cultural de Escola (PCE). O PCE tem como ponto de partida que cultura é educação e é cidadania. A sua elaboração começa com a formulação de um desejo, uma necessidade ou um problema que, no respetivo território/comunidade, faça sentido desenvolver, recorrendo às Artes, às Culturas e aos Patrimónios para o concretizar “com” as pessoas. A operacionalização do PCE deve basear-se em metodologias ativas, envolvendo professores de todas as disciplinas, que mediante o trabalho projeto, em que todos são coprodutores e atuam coletivamente em prol das culturas, das artes, dos territórios e das entidades que os habitam, contextualizadamente, com uma gestão curricular transdisciplinar.

Destinatários

Educadores/as de Infância, Professores/as dos Ensinos Básico e Secundário e Professores/as de Educação Especial

Releva

Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Educadores/as de Infância, Professores/as dos Ensinos Básico e Secundário e Professores/as de Educação Especial. Para efeitos de aplicação do artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação não releva para efeitos de progressão em carreira.

Objetivos

- Refletir sobre o poder das artes, do património e da cultura na vida dos cidadãos – e nas comunidades educativas, em particular; - Identificar o PNA enquanto agente de transformação social e promotor do acesso à cultura para todos e com todos; - Reconhecer o efeito transdisciplinar/indisciplinar das artes e do património na gestão curricular; - Sensibilizar para a relevância do PCE enquanto instrumento de concretização do Projeto Educativo do Agrupamento; - Apresentar o PCE como uma metodologia de projeto que visa a conceção e realização de uma programação cultural e artística, participativa, transdisciplinar, integradora e sustentável; - Explorar a metodologia de projeto na conceção do PCE: “porquê?”; “para quê?”; “o quê?”; “para/com quem?”; “quando e onde?”. - Identificar etapas de conceção e construção de um PCE; - Desenvolver técnicas de trabalho colaborativo na conceção do PCE; - Reconhecer a importância do diagnóstico inicial e do mapeamento cultural do território; - Mobilizar os agentes educativos na gestão da mudança de práticas.

Conteúdos

Projeto Cultural de Escola: diagnóstico inicial, o mapeamento cultural do território e conceção do PCE. 1 - PNA - Afinal, o que quer o PNA? Visão, missão, premissas e prioridades estratégicas; - Medidas que integram o Programa Indisciplinar a Escola; 2 - Porquê e como transformar a Escola em Polo Cultural e a Comunidade em Território Educativo? - Mapeamento cultural do território - Ex-tituições culturais - Estratégias de trabalho colaborativo 3 - Conceção do PCE: metodologia de projeto. - Etapas do PCE - Metodologias ativas - Trabalho colaborativo - Gestão da mudança 4 - Como pode um Projeto Cultural de Escola promover a transversalidade curricular e a colaboração na escola e com os parceiros externos? 5 - Democracia Cultural e Cidadania Cultural

Metodologias

Presencial: A partir das várias questões que estruturam as sessões desafiam-se os formandos a refletir e debater conceitos, estratégias, dúvidas e experiências, numa construção partilhada de saberes à medida que constroem um diário de bordo onde são estabelecidas as ligações entre os conceitos abordados. As sessões terão um carácter eminentemente prático e participativo. Durante as mesmas, para além dos enquadramentos teóricos e exemplos de práticas relativos a PCE em desenvolvimento, serão trabalhadas, em práticas simuladas, atividades lúdicas e criativas, com recurso a dinâmicas de grupo e jogos pedagógicos. Pretende-se, igualmente, que os formandos possam preparar, criar, experimentar e debater instrumentos de interpretação adaptados ao seu contexto profissional, a aplicar nas sessões de trabalho autónomo. Trabalho Autónomo: Nos momentos de trabalho autónomo, pretende-se que os formandos procedam à preparação, criação e experimentação no seu contexto escolar dos instrumentos de interpretação cultural adaptados ao seu contexto profissional, que servirão de suporte à construção do diário de bordo.

Avaliação

AVALIAÇÃO DOS/AS FORMANDOS/AS: A avaliação de cada formando/a será realizada sob o princípio da avaliação contínua e terá como referência os objetivos desta modalidade formativa, tendo em conta os seguintes parâmetros e ponderações: - Participação; -Realização das Tarefas nas Sessões (25%); - Investigação, Produção de Trabalhos e/ou Materiais, Aplicação (60%); - Reflexão Crítica/Relatório Individual (15%). Certificação: - Aplicação das Escalas Quantitativa (1 a 10 valores) e Qualitativa previstas no ECD e orientações subjacentes. A avaliação inferior a 5 implica a não atribuição de certificado; - Regime de Faltas / Presenças – Assistência a, pelo menos, 2/3 das horas presenciais/online de formação.

Bibliografia

- Plano Estratégico do PNA - Carta do Porto Santo - Laborinho Lúcio, Álvaro, “Educação, Arte e Cidadania” Paredes : Temas & Lemas 2008 - “Ensaios entre Arte e Educação”( 2017), Gulbenkian Descobrir, Edição Maria de Assis, Elisabete Xavier Gomes, Judith Silva Pereira e Ana Luísa Oliveira Pires - Morsch, Carnem, “Numa encruzilhada de quarto discursos. Mediação e Educação na documenta 12: entre afirmação, Reprodução, Desconstrução e Transformação” (2016).

Observações

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO: Critério Único: Docentes previamente contactadas/os e indicadas/os pela Coordenadora Intermunicipal do Plano Nacional das Artes (PNA).

Formador

Ana Bela da Conceição

Ilda Maria Severino Ambrósio

Inês Amaral Férin

Nádia Ferreira Torres

Cronograma

Sessão Data Horário Duração Tipo de sessão
1 30-01-2026 (Sexta-feira) 17:00 - 20:00 3:00 Presencial
2 31-01-2026 (Sábado) 09:30 - 12:30 3:00 Presencial
3 31-01-2026 (Sábado) 14:00 - 17:00 3:00 Presencial
4 01-02-2026 (Domingo) 09:30 - 12:30 3:00 Presencial
5 11-02-2026 (Quarta-feira) 17:00 - 20:00 3:00 Presencial
Início: 30-01-2026
Fim: 11-02-2026
Acreditação: CCPFC/ACC-136903/25
Modalidade: Oficina
Pessoal: Docente
Regime: Presencial
Duração: 30 h
Local: Herdade da Coitadinha – Barrancos